{"id":2930,"date":"2026-07-30T14:00:00","date_gmt":"2026-07-30T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/?p=2930"},"modified":"2026-08-15T13:48:30","modified_gmt":"2026-08-15T16:48:30","slug":"termo-de-consentimento-livre-e-esclarecido-tcle-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/direito-da-saude\/termo-de-consentimento-livre-e-esclarecido-tcle-medico\/","title":{"rendered":"TCLE: como fazer um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que realmente protege o m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<p><strong>O TCLE protege o m\u00e9dico quando prova, de forma clara e individualizada, que o paciente recebeu informa\u00e7\u00e3o adequada e consentiu de modo consciente.<\/strong><\/p>\n<p>Eu costumo dizer que o termo de consentimento n\u00e3o \u00e9 um papel para \u201ccumprir tabela\u201d. Ele \u00e9 parte do ato assistencial. Quando bem feito, registra o dever de informa\u00e7\u00e3o, organiza a comunica\u00e7\u00e3o e reduz zonas de conflito. Quando mal feito, ou pior, quando \u00e9 um modelo gen\u00e9rico copiado da internet, pode at\u00e9 transmitir falsa seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>No dia a dia da sa\u00fade, eu vejo uma confus\u00e3o comum: muitos profissionais acreditam que o documento, por si s\u00f3, afasta qualquer risco. N\u00e3o afasta. O consentimento informado n\u00e3o apaga erro t\u00e9cnico, n\u00e3o corrige falha de conduta e n\u00e3o substitui prontu\u00e1rio completo. Ainda assim, ele tem peso real. \u00c9 uma pe\u00e7a de prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e \u00e9tica quando integra um processo s\u00e9rio de informa\u00e7\u00e3o ao paciente.<\/p>\n<p>Esse tema aparece com frequ\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o de Cassiano Oliveira, que trabalha com blindagem jur\u00eddica, gest\u00e3o de risco e prote\u00e7\u00e3o profissional de m\u00e9dicos e cl\u00ednicas. E faz sentido. Poucos documentos revelam t\u00e3o bem a qualidade da rela\u00e7\u00e3o entre informa\u00e7\u00e3o, autonomia do paciente e preven\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios.<\/p>\n<h2>O que faz um TCLE ser realmente protetivo?<\/h2>\n<p>Para responder de forma direta, eu diria o seguinte: ele precisa ser espec\u00edfico, compreens\u00edvel e coerente com o caso cl\u00ednico. Um termo amplo demais, cheio de frases vagas, costuma ser fr\u00e1gil. J\u00e1 um consentimento feito para aquele procedimento, com linguagem acess\u00edvel e conte\u00fado objetivo, tem outra for\u00e7a.<\/p>\n<blockquote><p>Consentimento gen\u00e9rico protege pouco.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O que resguarda o profissional n\u00e3o \u00e9 a assinatura isolada, mas a prova de que houve informa\u00e7\u00e3o adequada.<\/strong><\/p>\n<p>Em uma an\u00e1lise de 65 ac\u00f3rd\u00e3os do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, publicada em <a href=\"https:\/\/bioetica.emnuvens.com.br\/revista_bioetica\/article\/view\/2878\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo sobre o dever de informar e o uso do TCLE<\/a>, houve 15 casos sem utiliza\u00e7\u00e3o do termo, com 12 situa\u00e7\u00f5es de falta do dever de informar. O dado chama aten\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, em 31% dos processos houve condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, em grande parte com indeniza\u00e7\u00f5es por danos morais. Quando eu leio n\u00fameros assim, a conclus\u00e3o \u00e9 simples: o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no documento ausente, mas na aus\u00eancia de uma rotina jur\u00eddica e assistencial bem constru\u00edda.<\/p>\n<p>Por isso, o termo de consentimento livre e esclarecido no contexto m\u00e9dico precisa nascer da consulta, da conversa e do registro. N\u00e3o deve ser visto como anexo burocr\u00e1tico.<\/p>\n<h2>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre consentimento gen\u00e9rico e consentimento espec\u00edfico?<\/h2>\n<p>Essa diferen\u00e7a muda tudo. O consentimento gen\u00e9rico costuma usar express\u00f5es abertas, sem detalhar a realidade do paciente. Ele fala de \u201criscos inerentes\u201d, \u201ccomplica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis\u201d e \u201cprocedimentos necess\u00e1rios\u201d, mas n\u00e3o explica quais, em que contexto e com que impacto. Isso enfraquece o valor do documento.<\/p>\n<p>J\u00e1 o consentimento espec\u00edfico descreve o caso concreto. Ele informa o diagn\u00f3stico, o tratamento proposto, os riscos mais relevantes daquela interven\u00e7\u00e3o, as alternativas dispon\u00edveis e o que pode acontecer se o paciente recusar. Eu prefiro essa l\u00f3gica porque ela conversa com a pr\u00e1tica real.<\/p>\n<p>Na rotina cl\u00ednica, um termo eficaz deve refletir:<\/p>\n<ul>\n<li>O quadro cl\u00ednico do paciente;<\/li>\n<li>O procedimento que ser\u00e1 realizado;<\/li>\n<li>Os riscos previs\u00edveis, inclusive os menos frequentes quando forem graves;<\/li>\n<li>As op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas existentes;<\/li>\n<li>As limita\u00e7\u00f5es e incertezas do tratamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quando o m\u00e9dico entrega sempre o mesmo formul\u00e1rio para situa\u00e7\u00f5es totalmente diferentes, a fragilidade aparece. E aparece r\u00e1pido. O papel deixa de demonstrar informa\u00e7\u00e3o individualizada e passa a sugerir automatismo.<\/p>\n<p><strong>Quanto mais o TCLE reflete o caso concreto, maior sua capacidade de comprovar o dever de informar.<\/strong><\/p>\n<h2>Quais informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem faltar no documento?<\/h2>\n<p>Se eu tivesse de orientar um profissional da sa\u00fade sobre a estrutura m\u00ednima de um bom termo, eu partiria de um roteiro objetivo. O documento precisa ser claro, sem excesso de juridiqu\u00eas e sem lacunas.<\/p>\n<p>Em ordem pr\u00e1tica, eu recomendo incluir:<\/p>\n<ol>\n<li>Identifica\u00e7\u00e3o do paciente e do profissional;<\/li>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico ou hip\u00f3tese diagn\u00f3stica;<\/li>\n<li>Explica\u00e7\u00e3o do procedimento, tratamento ou interven\u00e7\u00e3o proposta;<\/li>\n<li>Riscos frequentes e riscos graves, mesmo que menos comuns;<\/li>\n<li>Benef\u00edcios esperados, sem prometer resultado;<\/li>\n<li>Alternativas terap\u00eauticas, inclusive a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Progn\u00f3stico com e sem o tratamento;<\/li>\n<li>Direito de recusa e possibilidade de esclarecimento de d\u00favidas;<\/li>\n<li>Registro de que a linguagem foi compreens\u00edvel;<\/li>\n<li>Assinatura, data e, quando adequado, assinatura de respons\u00e1vel legal e testemunhas.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico, procedimento, riscos, alternativas, progn\u00f3stico, direito de recusa, assinatura e data s\u00e3o pontos que n\u00e3o devem faltar no TCLE m\u00e9dico.<\/strong><\/p>\n<p>Eu ainda acrescento um cuidado que muitos ignoram: o texto deve ser leg\u00edvel para o paciente m\u00e9dio. Se a reda\u00e7\u00e3o parece feita apenas para um advogado entender, h\u00e1 um problema. O consentimento precisa ser livre e esclarecido, n\u00e3o obscuro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ixymyhazbhztpjnlxmbd.supabase.co\/storage\/v1\/object\/images\/generated\/assinatura-tcle-medico-743.webp\" alt=\"M\u00e9dico e paciente revisando documento antes da assinatura \"><\/p>\n<h2>Como eu estruturaria um TCLE juridicamente eficaz?<\/h2>\n<p>Eu gosto de pensar no documento em blocos. Isso torna a leitura mais simples e melhora a coer\u00eancia interna.<\/p>\n<p>Uma estrutura funcional pode seguir este fluxo:<\/p>\n<ol>\n<li>Abertura com identifica\u00e7\u00e3o das partes e do ato m\u00e9dico;<\/li>\n<li>Explica\u00e7\u00e3o do quadro cl\u00ednico em linguagem simples;<\/li>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 feito e por qual motivo;<\/li>\n<li>Apresenta\u00e7\u00e3o dos riscos e intercorr\u00eancias poss\u00edveis;<\/li>\n<li>Alternativas terap\u00eauticas e consequ\u00eancias da recusa;<\/li>\n<li>Campo para d\u00favidas, confirma\u00e7\u00e3o de entendimento e assinatura.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Eu j\u00e1 vi muitos conflitos nascerem de uma frase mal escrita. \u00c0s vezes, o termo dizia que o paciente estava \u201cciente de todos os riscos\u201d, mas n\u00e3o havia qualquer refer\u00eancia aos riscos discutidos. Em outra situa\u00e7\u00e3o, o documento falava em \u201ctratamento cir\u00fargico\u201d, sem dizer qual t\u00e9cnica seria adotada. Isso \u00e9 pouco. Em certos cen\u00e1rios, \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, cada especialidade pode exigir ajustes. Um procedimento est\u00e9tico, uma cirurgia eletiva, um tratamento odontol\u00f3gico invasivo ou uma interven\u00e7\u00e3o com risco anest\u00e9sico pedem descri\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. \u00c9 aqui que a consultoria jur\u00eddica voltada \u00e0 sa\u00fade faz diferen\u00e7a, como costuma defender Cassiano Oliveira ao tratar de gest\u00e3o de risco profissional. O texto precisa acompanhar a realidade da especialidade, n\u00e3o apenas um formato padr\u00e3o.<\/p>\n<h2>Por que modelos prontos da internet podem gerar problema?<\/h2>\n<p>Eu entendo a tenta\u00e7\u00e3o. O m\u00e9dico est\u00e1 com agenda cheia, equipe enxuta e pouco tempo para criar documentos do zero. Ent\u00e3o baixa um modelo, troca o nome da cl\u00ednica e segue. S\u00f3 que essa facilidade pode custar caro.<\/p>\n<p><strong>Modelos gen\u00e9ricos baixados da internet costumam falhar justamente no ponto mais sens\u00edvel: a personaliza\u00e7\u00e3o do dever de informar.<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo com 34 pesquisadores brasileiros mostrou que mais da metade usou TCLEs prontos e que cerca de 50% desses termos n\u00e3o mencionavam ressarcimento de despesas ou indeniza\u00e7\u00f5es por danos, conforme apontado em <a href=\"https:\/\/cadernos.ensp.fiocruz.br\/ojs\/index.php\/csp\/article\/view\/2259\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa sobre o uso de termos de consentimento prontos no Brasil<\/a>. Ainda que esse levantamento esteja ligado ao campo da pesquisa, a li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica vale para a assist\u00eancia: documentos padronizados demais tendem a omitir pontos sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou contra padroniza\u00e7\u00e3o. Ela ajuda, e muito, quando serve de base. O erro est\u00e1 em confundir base com solu\u00e7\u00e3o final. O caminho mais seguro \u00e9 ter modelos internos por especialidade e adaptar cada um ao caso concreto.<\/p>\n<h2>O TCLE isenta o m\u00e9dico de responsabilidade?<\/h2>\n<p>N\u00e3o. E eu prefiro ser muito claro sobre isso.<\/p>\n<blockquote><p>TCLE n\u00e3o apaga erro t\u00e9cnico.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O consentimento informado n\u00e3o exclui responsabilidade por imper\u00edcia, imprud\u00eancia ou neglig\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>O que ele faz \u00e9 demonstrar que o paciente foi orientado sobre diagn\u00f3stico, proposta terap\u00eautica, riscos, alternativas e possibilidade de recusa. Em outras palavras, ele ajuda a provar que o profissional cumpriu o dever de informar.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 muito s\u00e9ria. Se houver falha t\u00e9cnica, o documento n\u00e3o funciona como escudo autom\u00e1tico. Mas, se a discuss\u00e3o judicial girar em torno da informa\u00e7\u00e3o prestada, um bom termo, alinhado ao prontu\u00e1rio, pode ter peso relevante.<\/p>\n<p>Eu sempre penso no TCLE como parte de um conjunto de defesa:<\/p>\n<ul>\n<li>Comunica\u00e7\u00e3o clara durante a consulta;<\/li>\n<li>Registro cl\u00ednico consistente no prontu\u00e1rio;<\/li>\n<li>Termo de consentimento adequado ao caso;<\/li>\n<li>Conduta t\u00e9cnica compat\u00edvel com a boa pr\u00e1tica;<\/li>\n<li>Equipe treinada para orientar sem improviso.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quando esses pontos caminham juntos, o cen\u00e1rio muda. O m\u00e9dico deixa de depender de um papel isolado e passa a ter uma l\u00f3gica de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ixymyhazbhztpjnlxmbd.supabase.co\/storage\/v1\/object\/images\/generated\/prontuario-consentimento-clinica-617.webp\" alt=\"Prontu\u00e1rio e termo de consentimento organizados sobre mesa cl\u00ednica \"><\/p>\n<h2>Como evitar erros comuns na hora de colher o consentimento?<\/h2>\n<p>Na minha experi\u00eancia, alguns erros aparecem de forma repetida. E o curioso \u00e9 que muitos deles s\u00e3o simples de corrigir.<\/p>\n<p>Os pontos que mais merecem aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o estes:<\/p>\n<ul>\n<li>Entregar o termo poucos minutos antes do procedimento;<\/li>\n<li>Usar linguagem t\u00e9cnica que o paciente n\u00e3o entende;<\/li>\n<li>N\u00e3o registrar alternativas de tratamento;<\/li>\n<li>Ocultar riscos relevantes para evitar medo do paciente;<\/li>\n<li>Colher assinatura sem espa\u00e7o real para perguntas;<\/li>\n<li>Deixar o documento desconectado do prontu\u00e1rio;<\/li>\n<li>Reaproveitar o mesmo texto para atos m\u00e9dicos distintos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Eu diria que o melhor ant\u00eddoto contra esses erros \u00e9 tratar o consentimento como conversa registrada. Primeiro vem a explica\u00e7\u00e3o. Depois, o documento consolida o que foi explicado. Parece simples. E \u00e9 mesmo. Mas exige m\u00e9todo.<\/p>\n<p><strong>O melhor TCLE nasce de uma conversa bem conduzida e termina em um registro claro, datado e assinado.<\/strong><\/p>\n<h2>Quando o consentimento merece refor\u00e7o documental?<\/h2>\n<p>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que eu recomendaria ainda mais cuidado. Procedimentos invasivos, cirurgias eletivas, atendimentos com alto risco de frustra\u00e7\u00e3o de expectativa, interven\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, tratamentos com efeitos colaterais relevantes e casos que envolvem recusa terap\u00eautica pedem aten\u00e7\u00e3o redobrada.<\/p>\n<p>Nesses contextos, pode ser \u00fatil incluir anota\u00e7\u00f5es adicionais no prontu\u00e1rio sobre as d\u00favidas esclarecidas, a entrega de orienta\u00e7\u00f5es complementares e o tempo dado ao paciente para decidir. N\u00e3o estou falando de exagero documental. Estou falando de coer\u00eancia probat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Esse olhar preventivo faz parte da l\u00f3gica de atua\u00e7\u00e3o que vejo em Cassiano Oliveira: menos rea\u00e7\u00e3o improvisada e mais constru\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a antes do conflito surgir. No setor da sa\u00fade, essa postura costuma fazer diferen\u00e7a.<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Se eu pudesse resumir tudo em uma ideia, seria esta: o termo de consentimento livre e esclarecido do m\u00e9dico funciona como prote\u00e7\u00e3o quando \u00e9 espec\u00edfico, claro, personalizado e acompanhado de boa pr\u00e1tica cl\u00ednica. Ele n\u00e3o substitui t\u00e9cnica, n\u00e3o elimina responsabilidade por erro e n\u00e3o serve como documento de fachada. Serve para provar que o paciente foi respeitado em sua autonomia e que o profissional informou de forma adequada.<\/p>\n<p>Por isso, eu n\u00e3o recomendo confiar em formul\u00e1rios gen\u00e9ricos ou em solu\u00e7\u00f5es improvisadas. Cada especialidade, cada procedimento e cada perfil de risco pede um desenho pr\u00f3prio. Se voc\u00ea deseja estruturar TCLEs mais consistentes para sua cl\u00ednica ou atua\u00e7\u00e3o profissional, vale conhecer o trabalho de Cassiano Oliveira e buscar uma elabora\u00e7\u00e3o personalizada, alinhada \u00e0 sua rotina e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da sua carreira.<\/p>\n<h2 class=\"question\">Perguntas frequentes<\/h2>\n<h3 class=\"question\">O que \u00e9 um termo de consentimento livre e esclarecido?<\/h3>\n<p class=\"answer\">\u00c9 o documento que registra que o paciente recebeu informa\u00e7\u00f5es claras sobre diagn\u00f3stico, procedimento, riscos, alternativas, progn\u00f3stico e direito de recusa, e que consentiu de forma consciente. <strong>Ele formaliza o dever de informa\u00e7\u00e3o e a autonomia do paciente.<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"question\">Como elaborar um TCLE que seja eficaz para m\u00e9dicos?<\/h3>\n<p class=\"answer\">Eu elaboraria o termo com foco no caso concreto, usando linguagem simples, descri\u00e7\u00e3o objetiva do tratamento, riscos previs\u00edveis, op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, consequ\u00eancias da recusa e espa\u00e7o para d\u00favidas. Tamb\u00e9m faria o texto conversar com o prontu\u00e1rio e com a especialidade m\u00e9dica envolvida.<\/p>\n<h3 class=\"question\">Quais informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem faltar no TCLE m\u00e9dico?<\/h3>\n<p class=\"answer\">N\u00e3o podem faltar a identifica\u00e7\u00e3o das partes, o diagn\u00f3stico ou hip\u00f3tese diagn\u00f3stica, a explica\u00e7\u00e3o do procedimento, os riscos, as alternativas terap\u00eauticas, o progn\u00f3stico, o direito de recusa, al\u00e9m de data e assinatura. <strong>Sem esses elementos, o documento tende a perder for\u00e7a jur\u00eddica.<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"question\">O TCLE realmente oferece prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ao m\u00e9dico?<\/h3>\n<p class=\"answer\">Sim, desde que seja bem feito e integrado \u00e0 rotina assistencial. Ele ajuda a demonstrar que houve informa\u00e7\u00e3o adequada e consentimento v\u00e1lido. Por\u00e9m, <strong>o TCLE n\u00e3o isenta o m\u00e9dico de responsabilidade por erro t\u00e9cnico.<\/strong> Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 comprovar o dever de informar, n\u00e3o afastar falhas de conduta.<\/p>\n<h3 class=\"question\">Onde encontrar modelos de TCLE para m\u00e9dicos?<\/h3>\n<p class=\"answer\">Modelos podem servir como ponto de partida, mas eu n\u00e3o aconselho usar textos gen\u00e9ricos sem adapta\u00e7\u00e3o. O caminho mais seguro \u00e9 desenvolver vers\u00f5es personalizadas por especialidade e procedimento, com apoio jur\u00eddico voltado \u00e0 sa\u00fade. Se a inten\u00e7\u00e3o for reduzir risco com mais coer\u00eancia, vale buscar orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para construir documentos pr\u00f3prios para a sua realidade cl\u00ednica.<\/p>\n<p><!-- medicinasa-ref --><\/p>\n<div style=\"border-left:4px solid #B99B5F;background:#fbf9f5;padding:16px 20px;margin:28px 0;border-radius:4px;\">\n<p style=\"margin:0 0 6px;font-weight:700;color:#23282E;\">Leitura complementar no portal Medicina S\/A<\/p>\n<p style=\"margin:0;color:#23282E;\">O advogado Cassiano Oliveira resume os cinco h\u00e1bitos de rotina que mais fortalecem a posi\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico diante de um questionamento \u2014 do prontu\u00e1rio contempor\u00e2neo ao seguro certo \u2014 no artigo <a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/5-habitos-juridicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5 h\u00e1bitos jur\u00eddicos que protegem o m\u00e9dico antes de processos<\/a>, publicado no portal Medicina S\/A.<\/p>\n<\/div>\n<p><!-- \/medicinasa-ref --><br \/>\n<!-- medamparo-crosslink --><\/p>\n<div style=\"border:1px solid #e5ecf3;border-left:4px solid #C9A84C;background:#f7fafc;border-radius:0 12px 12px 0;padding:18px 22px;margin:28px 0;\">\n<p style=\"margin:0 0 6px 0;font-weight:700;color:#0C1B33;\">Precisa disso no dia a dia do consult\u00f3rio?<\/p>\n<p style=\"margin:0;color:#42566B;\">O <strong>MedAmparo<\/strong> \u00e9 o assistente jur\u00eddico-documental para m\u00e9dicos e dentistas \u2014 ajuda a montar um TCLE espec\u00edfico que realmente protege, com fundamenta\u00e7\u00e3o rastre\u00e1vel em normas do CFM. <a href=\"https:\/\/medamparo.com.br\/blog\/tcle-que-protege-o-medico\" style=\"color:#9C7C2C;font-weight:600;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ver como funciona &rarr;<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprenda a estruturar um TCLE m\u00e9dico eficaz com diagn\u00f3stico, riscos, alternativas e assinatura para prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[356],"tags":[],"class_list":["post-2930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-da-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2930"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2930\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3019,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2930\/revisions\/3019"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cassianooliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}